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Processos judiciais

O processo está em tribunal e o valor do imóvel está em causa

Num litígio, o valor de um imóvel deixa de ser opinião e tem de estar fundamentado, com método identificado, data de referência e autor responsável. É isso que separa um relatório que se sustenta de uma estimativa que a parte contrária desmonta.

O que é

A avaliação para tribunal é um relatório elaborado para ser usado num processo, seja para fundamentar um pedido, para contestar o valor apresentado pela outra parte, ou para responder a uma perícia que já está no processo.

O que muda face a uma avaliação corrente não é o método, é o grau de fundamentação. Cada valor tem de ser rastreável até à origem: a vistoria, os elementos comparativos, os coeficientes aplicados e a data a que o valor se refere.

Quem assina também conta. Na expropriação por utilidade pública, a Lei n.º 1/21, de 7 de Janeiro, exige que o perito avaliador esteja inscrito no cadastro nacional de avaliadores de imóveis (artigo 3.º, alínea l) e impõe-lhe imparcialidade, independência, isenção e objectividade, cabendo-lhe escolher o método que se mostre mais indicado (artigo 66.º).

Quando já existe um relatório no processo e o valor não corresponde ao imóvel, a mesma lei prevê dois caminhos. A reclamação contra o relatório do perito, no prazo de 30 dias a contar da notificação, seguida de relatório complementar em 8 dias (artigo 23.º, n.º 2). E, na falta de acordo, a fixação da indemnização pelo Tribunal de Comarca ou por tribunal arbitral (artigos 43.º e 45.º).

O que entregamos

  • Relatório de avaliação no formato do Anexo I do Regulamento CMC 1/14, com dois métodos no mínimo e a fundamentação de cada um
  • Vistoria presencial, com levantamento, registo fotográfico e identificação das condicionantes físicas do imóvel
  • Data de referência do valor expressa no relatório, com indicação do que foi incluído e do que foi excluído do cálculo
  • Identificação e declaração de independência do perito avaliador inscrito
  • Análise crítica de relatório já existente no processo, quando é isso que se pede, ponto por ponto
  • Esclarecimentos por escrito sobre o método e os pressupostos do relatório

Prazo: 7 a 10 dias úteis em habitação, terrenos urbanos e lojas; 10 dias úteis em escritórios; 10 a 15 dias úteis em terrenos rústicos e armazéns; 15 a 30 dias úteis em empreendimentos e quintas. Quando o pedido inclui a análise de um relatório já existente, o prazo depende do volume documental do processo.

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